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Haverá sangue Muito se tem falado acerca da ousadia do programa que o Bruno Nogueira escreveu para o horário nobre da RTP. Para mim, a única dúvida acerca d’ “O último a sair” prende-se com a escolha de horário, nada mais. Sendo que o meu eterno exemplo de serviço público de televisão se chama BBC, um horizonte longínquo para a nossa emissora, posso dizer que já lá vi coisas bem mais ousadas, mas mais tarde. Mas a questão aqui é outra: gostava de ver essas mesmas pessoas, chocadas com o facto de haver crianças a ver o pirilau do Gonçalo Waddington logo a seguir ao jantar, pronunciarem-se acerca da muito anunciada transmissão em directo de mais uma “corrida de toiros”, em horário dito nobre, – lá se vai a nobreza, pelo menos, enquanto característica – com imagens bem mais violentas do que qualquer uma proporcionada pelo Gonçalo (e mesmo que fosse o Roberto Leal). Será que não os incomoda a lição que a televisão pública está a dar às mesmas crianças? Sendo serviço público, a RTP tem obrigação de, mais do que preocupar-se com a mesquinhez das audiências, educar e civilizar um povo com tanto ainda para aprender. Mas há um lobby inexplicável, como em tantos outros sectores da sociedade. E continuamos nisto. Esta situação faz-me lembrar aqueles estados americanos onde um adolescente não pode comprar uma lata de cerveja mas pode comprar uma arma. Etiquetas: animais, rtp, televisão, tourada, último a sair Damon at 11:53 a.m. Etiquetas: animais Damon at 6:47 p.m.
![]() Há surpresas destas. Más, muito más. Quando a minha mãe, ao telefone, me deu a notícia da morte macabra do ex-guarda-redes do Benfica, fiquei sinceramente emocionado. Não porque o admirava como jogador, que chegou com a difícil tarefa de substituir o insubstituível Michel Preud’homme, e logo me convenceu, apesar da juventude. Sim porque sei que era um óptimo exemplar da espécie humana, daqueles raros exemplos de generosidade, principalmente num tema que me toca em particular: os animais vítimas de abandono. Na altura em que jogava no Benfica, Enke abriu um abrigo para animais abandonados, em Lisboa. Foi disso que ouvi falar, nunca de excentricidades malucas ou arrogância, como acontece regularmente com jogadores de futebol iludidos pela fama e pelo dinheiro. Depois de perder uma filha, Enke não aguentou a pressão, mesmo com a possibilidade bastante evidente de representar a sua selecção no Mundial do próximo ano. O comboio que o colheu levou com ele uma vida de respeito. Espero que o meu clube não me desiluda e lhe faça a devida homenagem. Etiquetas: animais, benfica, homenagem, robert enke Damon at 9:39 p.m.
Damon at 4:50 p.m. O Benfica entrou no campeonato com as pernas tortas. Não que tenha jogado mal. Não que tenha jogado muito bem. Não vale a pena arranjar desculpas, mas é um facto que os jogadores do Marítimo são extremamente frágeis, vem uma brisa e desequilibram-se. Isto ainda agora começa e já promete, principalmente grandes anti-jogos de futebol sem brilho. AJUDEM A UNIÃO ZOÓFILA. Em boa hora reparei nestes anúncios em plena Lisboa, logo gravei o número no meu telemóvel e agora posso – e podemos todos – aos bocadinhos – por uns míseros 60 cêntimos dar uma refeição a um animal abandonado. Não custa – quase – nada. 760 501 015 Etiquetas: animais, benfica, raul solnado, união zoófila Damon at 11:35 p.m. E os amigos são também estes inocentes bichos que adoro e que me adoram de uma forma totalmente inocente, porque inconsciente. Vi parte do debate na SIC. Não o suficiente para tirar conclusões que não tivesse já tirado. Mas ainda fico chocado com a podridão humana. Obrigado, Rodrigo Guedes de Carvalho, por trazer o tema à baila, a bem de uma humanidade desejosa de evolução. Etiquetas: amizade, animais, desabafos Damon at 12:32 a.m.
Damon at 11:22 a.m.
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outras praias
where words come together as waves, blue and beautiful, dying in the whiteness, but repeating themselves like music notes, from sunrise to sunset to sunrise again. um livro: «Saudades de Nova Iorque», de Pedro Paixão. um filme: «Memento». um disco: «King of limbs», Radiohead. |