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sexta-feira, fevereiro 22, 2008
canção do momento: the beatles, «a day in the life»

Uma voz a sério

Com este artigo, corro o risco de, por mero mal-entendido, passar por moralista, desconsiderando grande parte das muitas associações de defesa dos direitos dos animais em Portugal. Não é, de maneira nenhuma, esse o objectivo. O texto que partilho convosco esta semana passa essencialmente por uma reflexão crítica, embora consciente das dificuldades inerentes a actividades que não rimam com “lucro”, da acção das digníssimas organizações que, em Portugal, combatem os abusos de uma espécie teoricamente inferior sobre outras mais vulneráveis.
A verdade é que, no dia-a-dia, em conversas mais ou menos formais com pessoas que, como eu, gostavam de ver respeitados os direitos daqueles que vivem por cá com a mesma legitimidade que nós, sinto a frustração por muito raramente ver as propostas – seja a título individual, seja institucional – serem levadas a sério por quem tem algum poder decisório. (ler resto aqui)

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Damon at 3:35 p.m.

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Palhaçadas de Carnaval

Gostaria de partilhar convosco a minha preocupação crescente para com as tradições que fazem com que o nosso país seja um dos destinos mais requisitados no Carnaval. Pelo menos um dos dois países mais procurados na Península Ibérica. O segundo lugar nesta lista não nos envergonha em nada. Preocupa-me é a perda da nossa identidade, através dos tão bem conhecidos “certos e determinados” interesses “derivados da questão” e, citando o desaparecido Octávio Machado, “vocês sabem do que é que eu estou a falar”. E se não souberem, dá sempre para arranjar qualquer coisinha. (ler resto aqui)

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Damon at 3:23 a.m.

terça-feira, novembro 27, 2007

E a Suécia ali tão perto…

Lá para os lados da nova romaria. Sim, o grande armazém transformado em local de passeio, então agora, que aos domingos permanece aberto mesmo depois do cozido do almoço. É ali perto, não muito longe do racionalismo sueco, onde se garante que as peças do puzzle encaixam mesmo e se faz crer que os cachorros sabem melhor com cebola frita. Assim, parece que o meu objectivo é claramente o de condenar o senhor que, há umas décadas, apostou num engenhoso método de fabrico de móveis, numa pequena cidade sueca, e que hoje se pode dar ao luxo de baptizar qualquer peça para qualquer sector da casa com nomes tão difíceis de pronunciar como os nomes completos das personagens dos filmes de Ingmar Bergman. Mas não. Nem me passa pela caneta denegrir a imagem do complexo azul e amarelo de Matosinhos, ali como quem vai para o aeroporto ou para o porto de Leixões. Situar-vos é a tarefa. (ler resto aqui)

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Damon at 7:27 p.m.

terça-feira, novembro 13, 2007

Os animais e as catástrofes

Fim-de-semana prolongado, neste pedaço de terra abençoado pela sorte e por sabe-se mais quem, dependendo das crenças ou cepticismos de cada um. Já se mudou para a décima primeira página do calendário e apenas olhando com atenção nos apercebemos de que o Natal avança ao nosso encontro e já só está a pouco mais de um mês de distância. As janelas conservam-se abertas, como que para armazenar dentro de casa um pouco desse sol incomum, brilhante num céu cujo azul engana turistas e confunde os vendedores de gelados e os de castanhas. Sinal de perigo, dizem uns, e eu acredito… Desconfio de cada movimento das mãos humanas na manutenção da bola gigante que lhes serve de casa. Principalmente quando o poder ofusca cada um desses gestos, como se os braços precisassem de olhos e, acima de tudo, de coração. Mas isso, de momento, não vem ao caso.
Na televisão, as coisas são diferentes. Chegam-nos notícias de um México ensopado, poucos dias depois de vermos constantes chamas engolindo a Califórnia, não muito longe na simplificação de um planisfério. Já quase não há nomes para dar aos fenómenos – mais ou menos – naturais que todos os anos, durante os 12 meses, reviravoltam a vida de algum povo. As imagens dramáticas arrepiam-nos as refeições e a verdade é que somos verdadeiramente afortunados quando não sentimos na pele a revolta de um planeta demasiado cansado de agressões. Olho à minha volta e vejo os meus companheiros felpudos, acenando a cauda em jeito de concordância. Talvez eles ainda tenham mais sorte do que eu. Se o ser humano sofre com todas estas tragédias que juntam na mesma panela o fogo, a água e o vento, não se pense que sofrem menos os outros animais. (ler resto aqui)

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Damon at 6:13 p.m.

sábado, novembro 03, 2007

O señor Vargas

A arte, como qualquer forma criativa, não só pode como deve ser colocada ao serviço de ideais, em particular da liberdade, uma vez que seria absurdo que uma actividade tão dependente do livre manuseamento de um pincel ou das próprias mãos, se associasse a qualquer espartilho ou prisão. Os artistas, mais ou menos geniais, mais ou menos inovadores, têm sido responsáveis por inúmeras revoluções, não só a nível político, como principalmente a nível de mentalidades. É bom que assim seja.
A característica primordial que faz da arte um bicho tão estranho, tão difícil de definir no idioma dos dicionários e das enciclopédias, é a ausência de limites ou fronteiras – a liberdade levada ao extremo. A irreverência é uma arma tantas vezes usada e tantas outras vezes incompreendida. Quantos não foram os génios que, espezinhados em vida pela ousadia do seu intelecto, acabaram por ver, do repouso das suas sepulturas, serem-lhes reconhecidas capacidades dignas da imortalidade. Aplausos para todos eles. (ler resto aqui)


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Damon at 4:23 p.m.

quarta-feira, outubro 24, 2007

Ciência e violência: a rima maldita

A Associação ANIMAL está a organizar uma manifestação contra a experimentação em animais, e que vai acontecer amanhã, dia 25 de Outubro, às 16 horas, em Lisboa. A propósito dessa acção, mais uma que se espera, desta vez, chegue aos ouvidos congestionados de quem pode fazer alguma coisa, revisitamos um tema que remete de forma macabra para os mais violentos episódios do cinema de terror.
Porquê insistir em rimar ciência com violência, se desses versos não sai certamente poesia? Se desses versos sai o alimento de uma indústria que vive, de sorriso ensanguentado no rosto, do massacre de pobres criaturas com a desculpa do comodismo da suposta e imposta supremacia humana? Como sempre, nestas coisas da dor e do sofrimento, pede-se ao leitor que se coloque no lugar da vítima, que se imagine a servir de objecto de estudo por parte de um grupo de estranhos seres de bata aparentemente imaculada – nem o melhor detergente dos mais insistentes anúncios dobrados do castelhano consegue destruir a evidência da crueldade – que usam o seu corpo, que o cortam, que o queimam, com o leitor a ver, sem perceber, mas a ver, a sentir… Milhões poderiam descrever a sua experiência dessa forma caso tivessem acesso a um alfabeto que se traduzisse em palavras humanas. Assim, estes animais limitam-se a chorar à sua maneira, sendo ignorados porque é fácil fazê-lo. (ler resto aqui)

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Damon at 4:41 p.m.

quarta-feira, outubro 17, 2007

À procura de Jamal

Talvez, Richard, talvez a aproximação cúmplice de Jamal aos animais o tenha levado longe demais, a um ardor trágico no fim. Mas talvez a vontade inocente de estar mais próximo desses seres incapazes de declarações de guerra em directo; incapazes de se fazerem explodir por um qualquer ideal vampiro; talvez a vontade inocente de Jamal fosse já uma forma de, sem se aperceber, mostrar ao mundo o quanto ele teria a ganhar com o humanitarismo dos animais, em vez da animalesca vontade do ser humano.
Quem já leu «À Procura de Sana», de Richard Zimler, teve a felicidade de conhecer Jamal, a sua dedicação comovedora, a sua inocência sábia, a sua ingenuidade vítima do pior que o homem tem – a inteligência que julga ser seu património. (ler o resto aqui)

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Damon at 7:46 p.m.

quarta-feira, setembro 19, 2007

O sangue dos tubarões

Confesso que, tal como uns noventa por cento da população mundial, me borro de medo de vir a encontrar um desses exemplares em traje de banho nas praias de Matosinhos. Confesso que admiro os restantes dez por cento de seres humanos que, ou porque as pancadas foram tantas que se confundem com coragem, ou porque – esses então, tão pouquinhos – são verdadeiramente corajosos, se atrevem a lidar de perto com animais tão poderosos. Ao contrário do que possam imaginar, por se julgar que o medo serve de justificação para a violência, não admiro os homens que, abusando dos dentes afiados e esfomeados que se escondem nas suas mentes doentias, roubam sem sentido a vida a outros animais. (ler resto aqui)

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Damon at 12:11 p.m.

quarta-feira, setembro 05, 2007

As vítimas de Vick

Poucas notícias chegam a Portugal acerca do estranho futebol que leva os americanos ao delírio. Afinal de contas, eles até passam mais tempo com a bola nas mãos, aos encontrões uns aos outros, disfarçados de astronautas… Se o desporto não nos desperta interesse, naturalmente que as inevitáveis actividades paralelas dos atletas, drogas, excesso de velocidade, namoradas ou festas privadas para celebrar a primeira vitória do ano – espera, isso é no “nosso” futebol – também não vendem revistas nos quiosques das nossas esquinas. A não ser que as actividades extra-curriculares dos ditos atletas excedam o mero objectivo de vender jornais. E que essas actividades ultrapassem limites que já nem provoquem sorrisos maldosos nos lábios sequiosos dos paparazzi. Fala-se nisso há uns meses, mas só agora a velha Europa deu alguma atenção ao caso de Michael Vick. Esta estrela do futebol americano tornou-se um exemplo para qualquer jovem fã, não só pela sua capacidade de passe nem pela velocidade, mas principalmente por ser afro-americano – como eles gostam de dizer – e oriundo de uma família pobre de um bairro conhecido como «Bad News», no Estado da Virgínia. A zona onde, há 27 anos, nasceu o desportista, é a típica comunidade sem oportunidades, discriminada pela América dos dólares. Não há jardins nem campos de jogos, e o futuro das crianças decide-se entre a criminalidade e o banditismo – não, não há confusão, são mesmo sinónimos. Portanto, Vick tornou-se facilmente uma bandeira da eterna luta pela igualdade de direitos. E muito bem. Até que se misturaram as coisas. (ler resto aqui)

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Damon at 12:40 p.m.

quinta-feira, agosto 16, 2007

A velha, velhíssima portuguesa…

Antiga? Velha, velhíssima, caquéctica, senil, xéxé, porque “antiquada” soa demasiado solene, respeitosa até. Diz-se que velhos são os trapos, que as pessoas são idosas, garantia dada por números elevados quando os cabelos brancos não chegam ou foram entretanto tingidos. Mas velhas são também as mentalidades que insistem em defender uma cultura que a mim me faz pensar apenas em campos preenchidos por sementes vermelhas, sementes de carne de onde não crescem flores, de onde não cresce nada, a não ser a degradação de um país que reclama o preço dos livros para justificar o analfabetismo – e tem a sua razão até um certo momento.Por exemplo, as 21 horas do passado dia 9 de Agosto. Arrependi-me de morte – a morte de que eles não se arrependem – de ter escolhido aquele lugar no restaurante. Porque me irritava. Porque sou má pessoa. É verdade, sou mesmo má pessoa por desejar que alguns daqueles senhores sorridentes, pomposos, bem-regados pelo jantar, não acabassem a noite na melhor das condições. (ler resto aqui)

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Damon at 6:01 p.m.

quarta-feira, agosto 08, 2007

Da pele e por baixo dela

1 – Da pele

Arrepio? Que palavra tão básica para uma sensação destas. Básica porque nem sequer dói. Quase não se sente. Apenas o eriçar de uns quantos pêlos, o erguer de uma textura de minúsculos pontos e o consequente esgar de estranheza. Se é isso que sentes quando te conto esta história, quando te descrevo o processo desde a raiz malévola, mostras sensibilidade, mas a repugnância solidária não se compara – não pode comparar – ao arrancar do nosso embrulho derradeiro, ao rasgar do invólucro de onde nunca é suposto sairmos. E agora fecha os olhos e sente. Mais do que o arrepio – eles agradecem o arrepio mas é imprescindível que te esforces por sentir. Agora sim, que abriste os olhos, conseguiste aproximar-te minimamente do que sente o animal esfolado vivo. Aquele que nunca percebe porque o fazem, apenas a indescritível nudez, que não fala de pudores, mas de oposição à vida. (ler resto aqui)

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Damon at 1:30 p.m.

quarta-feira, agosto 01, 2007

Gatos de Amesterdão

No caminho até à capital simbólica da Holanda – perdoem-me os de Haia, roam-se de inveja os de Roterdão – não me saía da cabeça o hálito de poeta de Jacques Brel cantando-me a vida dos marinheiros de Amesterdão. «Dans le port d’Amsterdam» não cabia neste espaço uma descrição detalhada do que fazem os homens do mar holandeses, gente desse país que tem um pouco de Atlântida e que todos dizem que um dia vai mesmo ficar debaixo de água. Enquanto isso não acontece, passeei por uma cidade que sempre quis conhecer, pelos canais, pelos hábitos libertinos que não partilho mas que gostei de ver com os meus próprios olhos. É verdade que eles mantêm uma espécie animal em cativeiro, virada para as ruas, pedindo festas e outros carinhos. O distrito da Luz Vermelha é por demais conhecido pelo à-vontade com que oferece toda a variedade de exemplares humanos, do sexo feminino. Um sentido de humor perverso e de gosto discutível podia apontar no sentido do trocadilho com o título. Mas não é essa a intenção. (ler resto aqui)

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Damon at 6:37 p.m.

quarta-feira, julho 25, 2007

Para uma gata que morreu saudades

A verdade é que pedi emprestada a beleza triste do título a uma dona enlutada. A quem me dirijo em jeito de carta aberta, ao mesmo tempo que aceno ao animal que acabou por ver a última das sete vidas ser-lhe retirada da frente cedo demais. Era uma gata branca, de um branco como nunca vi em mais nenhum animal, parecia feita de nuvem. Muitas vezes a elogiei por isso. Ela, vaidosa, ignorava-me, deixava-se ficar no seu canto. A dona dizia que eu exagerava. No fundo, sabia que eu tinha razão, que aquele felino que se deitava nas suas costas em noites frias de Inverno era realmente um exemplar de rara beleza. Mesmo que não fosse. Ainda que tivesse o pêlo feio e as cores mal combinadas não mudaria o sentido das minhas palavras e das palavras que deram origem a este texto. (ler resto aqui)

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Damon at 1:03 p.m.

quarta-feira, junho 20, 2007

Aquilo que se vê na grande metrópole – a maior do mundo? – pode não ser necessariamente o que se passa no seu núcleo polposo de «Big Apple». Os cães de Nova Iorque aparentam uma saúde invejável, o pêlo bem tratado, a cauda abanando em jeito de realização pessoal. Não vi um único animal abandonado, em dois meses de vai-e-vem entre Newark, capital portuguesa de New Jersey, e Manhattan, centro nevrálgico da grande cidade. Isso é inegável. E positivo. Mas não é tudo.
A questão que se me coloca é a seguinte: por onde andam os rafeiritos de Nova Iorque? Porque os deve haver, apesar de aparentemente todos os cães da cidade serem golden retrievers, huskies, caniches e outras raças difíceis de pronunciar e que muitos dos donos mal saberão apresentar.
A noite de Domingo está longe de ser a mais animada da semana nova-iorquina. Longe da ilusão de uma sexta-feira que aparenta um fim-de-semana maior do que verdadeiramente é; longe do clímax de sábado, quando a manhã de Domingo se avizinha perfeita para uma ressaca na relva do Central Park. Mas o que se vê ao Domingo à noite é que os americanos (incluindo nestes todas as nacionalidades porque aqui só há estrangeiros) escolhem essa altura para passear os seus amigos de quatro patas. (ler resto aqui)

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Damon at 4:28 a.m.

quarta-feira, maio 30, 2007

Esta semana, dei uma folga às minhas ideias, aos meus desabafos e opiniões. Deixei que aproveitassem o calor que se faz sentir em terras norte-americanas – pelo menos, em parte delas – e dediquei-me a ouvir os outros. Não que o não faça, normalmente, não me interpretem mal. Trata-se simplesmente de uma promessa aqui feita, há algum tempo, de tentar perceber o que se passa neste país que reclama o estatuto de maior potência mundial. No caso desta rubrica, não se trata da guerra no Iraque, dos discursos mais ou menos engasgados do presidente ou das exigências em termos de energia nuclear, embora todos estes temas sejam extremamente preocupantes. O artigo desta semana foi escrito em torno de uma conversa com David Perle, o coordenador de comunicações de uma das mais importantes organizações de defesa dos direitos dos animais no mundo, sendo talvez a mais activa, ainda que muitas vezes polémica. Já aqui referi antes o trabalho da PETA, cujo fenómeno mais mediático está associado ao mundo da moda. Diversos manequins e criadores juntaram a sua voz à da associação contra o uso das peles – o pêlo, mais concretamente – de animais no fabrico e supérfluo enfeite da roupa. Todavia, a acção da PETA vai muito para além desta área. (ler resto aqui)

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Damon at 7:40 p.m.

quarta-feira, fevereiro 07, 2007

Esta semana, na liga principal do futebol português, os eternos candidatos ao título tiveram sortes variadas. Cada um com seu resultado. Cada um com suas contas para fazer. Na sexta-feira, após o empate vazio entre Benfica e Boavista, o Sr. Azul apressou-se a ligar ao colega de trabalho, o Sr. Vermelho, para, fazendo uso da lendária rivalidade entre clubes, dar umas beliscadelas inofensivas de provocação, umas bocas sem maldade – desdentadas, como tal, sem magoar ninguém. No dia seguinte, não é que o F.C. Porto, clube do coração – e de todos os órgãos vitais – do Sr. Azul, resolve pregar-lhe a partida e, num desleixe à vista da praia, permite ao Estrela da Amadora o golo da vitória quando já todos se contentavam com o empate pouco satisfatório. Escusado será dizer que, ao dirigir-se para casa, o Sr. Azul pensava já no que o esperava. E não esperou muito. Ainda mal tinha aberto a porta, já choviam mensagens de telemóvel, devolvendo as provocações da noite anterior. Claro que todas tinham o mesmo emissor – o Sr. Vermelho, feliz da vida por poder rir um pouco com o mal dos outros. Como se não bastasse já a confusão colorida, outro colega de trabalho, o Sr. Verde, tinha deixado, no gravador do telefone caseiro, uma quantidade hilariante de provocaçõezinhas, o que levou o Sr. Azul a declarar-se oficialmente «aborrecido» e quase o fez decretar um «black out» temporário contra os dois colegas. No dia seguinte, foi a vez do Sr. Verde apanhar um susto quando o Nacional da Madeira parecia encaminhar-se para a vitória e se temiam, para aqueles lados, as perigosas brincadeiras dos colegas de outras cores. Salvou-o a reviravolta no marcador. Chegou a manhã de segunda-feira e, como de costume, chatearam-se logo ao pequeno-almoço, porque «aquilo era penalti!» ou «o Idaelson Pernambucano estava fora-de-jogo!» ou «foi falta porque o guarda-redes tinha os boxers à mostra!». (ler resto aqui)

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Damon at 5:22 p.m.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

Quando andamos na escola, contam-nos a história d’«Os Três Porquinhos». Mais tarde, deixam-nos de boca aberta quando nos falam das extraordinárias semelhanças entre o nosso organismo e o deste animal, ávido apreciador de bolotas e banhos de lama – terá sido esta a origem dos spa’s, tão na moda? E depois, mais crescidos e teoricamente educados no meio da civilização ocidental, empregamos o seu nome para insultar este ou aquele condutor com quem embirrámos, acompanhando o poema «Seu porco!» da sempre extraordinária buzinadela. (ler resto aqui)

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Damon at 5:05 p.m.